
Hoje (12/06) pela manhã, dois alunos do último ano da faculdade de Medicina do Centro Universitário Lusíadas foram expulsos sob a alegação (sem provas e sem ampla defesa e o contraditório, princípios fundamentais expressos na Constituição Federal) de participarem do trote aos calouros no começo do ano.
Os alunos da Unilus já vinham enfrentando inúmeros problemas, como: A direção da faculdade não reconhecer o Diretôrio Acadêmico Arnaldo Vieira de Carvalho, não encaminhando negocialmente nenhuma reivindicação dos estudantes por meio dessa entidade legítima de defesa dos estudantes; A Atlética que foi fechada pelo Ministério Público sob a alegação de ser a organizadora do trote (o que é uma grande mentira, sendo que a Atlética, juntamente com o DA, organiza o Trote Paralelo com doação de sangue, alimentos, debates e palestras); A faculdade não apresentar prestação de contas dos mais de R$3.000,00 de mensalidade; Inúmeros casos de falta de material e laboratórios adequados; Entre outros.
As expulsões foram a gota d’água para os estudantes que paralisaram as aulas e fizeram uma grande assembléia no meio da rua. A paralisação em si já foi um sucesso! E os estudantes reunidos em assembléia ainda decidiram (por unanimidade) radicalizar o movimento partindo para dentro da faculdade com o intuito de ocupá-la até a direção recuar nas expulsões e reconhecer o DA.
Sabendo que o Reitor Nelson Teixeira não responderia as exigências com muita pressa, aos poucos foram chegando barracas, colchões, travesseiros e cobertores. Os funcionários não puderam fazer nada e às 19h todo o pátio já estava tomado.
Segue abaixo algumas fotos do movimento:





Veja todas as fotos em alta resolução em http://picasaweb.google.com.br/contatoces


Finalmente encontrei um lugar onde as informações foram exibidas de acordo com o contecido! Estou farto de ler mentiras sobre nosso movimento pró-FCMS, nosso movimento a favor de uma faculdade que de fato lute pelos ideais dos alunos que a levarão adiante.
Arambacã!
Estou explodindo de alegira pela mobilização que fizemos. Há quase seis anos espero por um momento assim. Mas ainda não estou satisfeita.
Apesar de não termos conseguido tudo que queríamos, estávamos em uma situação um pouco desfavorável, era quinta-feira e segunda começava a semana de prova de dos alunos de 1° a 4° ano, ou seja, seria muito difícil sustentar a mobilização em semana de provas.
Na sexta, fomos à reitoria, em outro campus, negociar nossas reivindicações, que foram as seguintes: reconhecimento do Diretório Acadêmico (o reitor não o reconhecia, alegando que estava irregular e exigia a prestação de contas), participação do colegiado da faculdade (direito já garantido por lei aos alunos, porém os alunos não eram convidados para as reuniões) e reavaliação dos processos administrativos dos alunos expulsos.
Dessa negociação, saímos com o compromisso de 1) Reunião mensal com a Direção dos representantes de sala e os chefes de Disciplina de todos os anos; 2) Reunião bimestral com a Reitoria e comissão a ser apresentada pelos alunos, 1° reunião em Agosto com data a ser marcada; 3) Maior acesso ao diretor do curso (pq ele não atende aos alunos); 4) aproximação com a Fundação; 5) participação no colegiado da Faculdade. O DAAVC foi reconhecido como representante discente e a reitoria se comprometeu em reavaliar as expulsões.
Foram conquistas consideráveis, pois com o não reconhecimento do Diretório ficava difícil levar nossas reivindicações.
No entanto, ainda não estamos satisfeitos, falta apoio às atividades extra-curriculares realizadas pelos alunos (acreditem, pagamos quase R$ 3.000,00 por mês e não podemos usar a faculdade para nossas atividades); retrocesso da nova reforma curricular, que no papel parece ser muito bom, mas na prática as novas matérias não estão sendo ministradas adequadamente, pois os dirigentes da Faculdade colocaram professores de outras matérias para dar as aulas ( os professores não tem nenhuma responsabilidade sobre isso, pois estão apenas seguindo ordens); não podemos usar as quadras para que nossos times possam treinar; o Projeto Calouro não pode ser realizado há anos; faltam muitos livros na biblioteca; as salas estão superlotadas etc.
Não aguentamos mais a falta de respeito pelos dirigentes do UNILUS. Não temos mais dignidade lá dentro. Vivemos uma ditadura em pleno século 21 !!!
A mobilização encerrou na sexta-feira com o compromisso, entre os próprios alunos, de que não continuaremos mais aceitando essa ditadura, iremos lutar pelos nossos direitos!
A FCMS É NOSSA !!!!!
Arambacã
É tudo nosso!!!
ARAMBACÃ!!!
Todo mundo sabe que o trote violento existe em santos. Cocaína, lança perfume, maconha, anfetaminas, trotes violentos, álcool…
tudo isso existe nos eventos que os estudantes organizam… futuros médicos com esse perfil… Não é só em santos, isso acontece em todas as faculdades, Usp, Paulista, Santa casa, unicamp, todas… muita gente hipócrita… muita gente se salva, mas muitos estão perdidos… Sou de uma faculdade de medicina de São Paulo e a FAMA que santos tem aqui é a pior possível…
Vocês estao certos de reivindicar mas na minha opiniao voces nao facilitam em nada… assim como aqui… aqui a corda ainda nao chegou no pescoço como ai… mas sou a favor da expulsao dos alunos… pessoas que tem esse tipo de atitude nos trotes nao podem cuidar de vidas…
Antes de acusar os alunos deve-se ter provas!!!!! Não é o caso!!!!!! Não há nenhuma prova contra esses alunos, nenhuma!!!! As unicas provas que se tem é que se trata de alunos muito queridos por todos (dada a manifestação), quase formados, com medalhas para a faculdade…………
Até os calouros estão a favor dos alunos…
Tem até ladrão que não foi expulso!!!
ABSURDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Essa manifestação não foi em defesa dos trotes violentes nem dos trotes. Ela foi em defesa do direito de organização dos alunos.
[...] OUTROS DOIS EXPULSOS Dois meses atrás, a reitoria havia tentado expulsam injustamente dois estudantes de medicina, também acusados de participar dos trotes. Imediatamente – e com muita força – os universitários foram para a porta da universidade e ocuparam o campus. Com uma diferença: não os interessava apenas defender os dois estudantes. Interessava, em primeiro lugar, garantir explicações de que A AMPLA MAIORIA DOS ESTUDANTES É CONTRÁRIA A QUALQUER TIPO DE TROTE VIOLENTO; OS ESTUDANTES TEM UM MODELO SOLIDÁRIO DE TROTE, CHAMADO DE “PROJETO CALOURO”, PROIBIDO ESTE ANO PELA UNIVERSIDADE; e que É PRECISO AMPLIAR A PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DO MOVIMENTO. Por isso, reivindicaram a reconstituição imediata dos órgaõs colegiados (instrumentos decisórios internos da universidade) com participação dos estudantes, entre outras pautas. [...]
Minha irmã é estudante do sexto ano de Medicina da Fundação Lusíadas e foi cruelmente injustiçada com a acusação de ter cometido trote, supostamente com a ajuda de mais duas pessoas.
Como irmã dela e advogada, manifesto meu sincero agradecimento aos depoimentos aqui manifestados!
Muito obrigada, mesmo, pelo apoio que estão dando.
Espero, sinceramente, que vocês tenham muito sucesso na profissão escolhida e que Deus os abençõe.
Um abraço,
Janaina Martins
Sou de Santos e todos da cidade sabem como é o trote da Medicina, moro ao lado da faculdade. Sempre tem drogas e muita violência.
Se os santinhos foram expulsos, com certeza algum motivo teve. Se foram acusados de bater a cabeça de um calouro na parede, é porque com certeza a vítima se manifestou.
Se eu fosse calouro iria a polícia, pois deviam ser presos.
Medicina é p/ cuidar da saúde das pessoas e não p/ violentá-las.
Não consigo entender a razão de bater em uma pessoa pela simples razão de ter sido aprovado no vestibular.
A faculdade está certa, tem que expulsar esses marginais que denigrem o nome da instituição.