Os bancários de toda a Baixada Santista estão em greve desde o dia 8 de outubro e ficarão por tempo indeterminado. O movimento é nacional e as principais reivindicações são: Reajuste salarial de 13,23%; Melhores condições de trabalho; Piso salarial de R$ 2.074 (salário mínimo do Dieese); Fim das metas; PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de 3 salários mais R$ 3.500; Vale-refeição de R$ 17,50; E cesta-alimentação de R$ 415.
“É bom lembrar que os banqueiros continuam lucrando muito”, ressalta Ricardo Saraiva, mais conhecido como Big, presidente do Sindicato. No centro financeiro de Santos, o maior e mais importante do litoral paulista, estão paralisadas cerca de 80% das unidades bancárias, entre elas: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Nossa Caixa, Itaú, Real e Santander.
Os banqueiros ofereceram (no dia 24/09) a contraproposta de 7,5% de reajuste (recusada de pronto pelo Comando Nacional dos Bancários), não aceitaram nenhuma das outras reivindicações e ainda pretendem pagar uma PLR menor que a oferecida em 2007. Mesmo batendo recordes de lucros desde o início de 2008, conforme seus próprios balancetes demonstram.
Além do não reajuste dos salários, da PLR, dos vale-refeição e vale-alimentação, os representantes dos bancos (Fenaban) ainda pretendem retirar direitos conquistados com muita luta pelos bancários, como: Diminuição do período de concessão do auxílio creche/babá; Diminuição do período de estabilidade pré-aposentadoria; E diminuição no valor do auxílio transporte.


