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Pedimos desculpas, mas infelizmente não poderemos realizar o próximo evento do Ciclo de Filmes e Debates que ocorreria no próximo Sábado (21).

Além de problemas técnicos ainda não poderiamos contar com a presença da Profa. Vera Bittencourt que devido a outros compromissos urgentes que serviram não poderá ir e preferimos remarca-lo para o ano que vem.

Entretanto, o Filme do dia  5 de Dezembro, com a participação do Prof. Paulo Campbel no debate está confirmado.

3º EIV São Paulo

3º EIV-SP em Áreas de Reforma Agrária e Atingidas por Barragens
10 de janeiro a 3 de fevereiro de 2010

Olá, estudante!
Temos o prazer de informá-lo que as inscrições para o 3º Estágio Interdisciplinar de Vivência de São Paulo (EIV-SP) em Áreas de Reforma Agrária e Atingidas por Barragens estarão abertas entre os dias 1º de novembro e 4 de dezembro de 2009.

O EIV é uma ferramenta construída conjuntamente pelo movimento estudantil e movimentos sociais populares, em que estudantes de diversas localidades do estado de São Paulo, do Brasil e até de outros países da América Latina se propõem a um exercício de formação e vivência nas comunidades de movimentos sociais do campo.

O Estágio de 2010 acontecerá entre os dias 10 de janeiro e 3 de fevereiro de 2010, sendo estruturado em 3 etapas:
1. Preparação: Nessa primeira fase (seis ou sete dias) os estagiários ficam no mesmo local e participam de espaços de formação política através de oficinas, seminários e grupos de discussão sobre economia política, questão agrária no Brasil, histórico e o papel atual dos movimentos sociais, etc.

2. Vivência: Após a preparação, os estagiários se separam e vão para a convivência com as famílias organizadas nos movimentos camponeses (MST e MAB), em diversas localidades do estado de São Paulo, realizando junto a estas as atividades do dia-dia e conhecendo a realidade das pessoas e da organização dos movimentos sociais (cerca de 10 dias).
3. Avaliação: Os estagiários voltam a se encontrar para compartilhar as experiências das vivências e avaliar o estágio como um todo (cinco a sete dias). Também são realizados nesta etapa mais espaços de formação e apontamentos da continuidade do trabalho iniciado no EIV.
Para se inscrever, preencha ficha de inscrição anexa neste email e a envie para eivsaopaulo@gmail.com. Até o dia 8 de dezembro divulgaremos a primeira lista dos selecionados.

A preparação e a avaliação do Estágio acontecerão na Escola de Agroecologia Laudenor de Souza, do MST, em Itapeva.

Mais informações: http://eivsp.wordpress.com/

Entidades e coletivos interessados em oficinas do EIV-SP na região da Baixada Santista, entrar em contato em: rodrigovegano@gmail.com e elenagalvanese@gmail.com, ou acompanhar através de: www.blogdoces.org as oficinas marcadas nas universidades da região.

“Quem não se movimenta não sente as correntes que o prendem” (Rosa Luxemburgo)

 

Organização:

ABEF (Associação Brasileira dos Estudantes de Filosofia)
ABEEF (Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal)
CES (Centro dos Estudantes de Santos)
Coletivo Universidade Popular – Campinas
ENEBio (Entidade Nacional dos Estudantes de Biologia)
ExNEEF (Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física)
ExNETO (Executiva Nacional dos Estudantes de Terapia Ocupacional)
FEAB (Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil)
MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens)
MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)

Pela primeira vez, desde a ditadura militar, um governador do estado desconsidera a eleição feita pela comunidade acadêmica de uma universidade estadual e não escolhe o mais votado para reitor da Instituição.

O primeiro colocado nas eleições, o cientista Glaucius Oliva, era o preferido da atual reitora, Suely Vilela, mas o diretor da faculdade de direito, João Grandino Rodas, é o mais alinhado aos interesses do governador Serra.

João Grandino Rodas

João Grandino Rodas


Rodas se destacou na época seguinte da Ocupação da Reitoria de 2007 quando agiu de forma truculenta, ao estilo José Serra, enquanto a reitora da USP não conseguiu evitar uma ocupação de 50 dias que acabou com um recuo do governo e, consequente, vitória do movimento.

Na ocasião, em agosto de 2007, movimentos sociais como a Educafro e o MSU promoviam uma jornada de luta pela educação pública e o ato havia sido acordado com o diretor Rodas de forma que ele ocorresse durante a noite e terminasse no dia seguinte, sem prejuízo às aulas. O evento transcorria tranquilamente, inclusive com uma apresentação do cantor Tom Zé.

No entanto, os PMs chegaram com arma em punho por volta das 3 horas e, sem qualquer diálogo ou tentativa de negociação, expulsaram os estudantes que dormiam no local. Os manifestantes foram levados em quatro ônibus para a delegacia na Sé onde foram fichados. Alguns ativistas foram agredidos no momento da invasão policial.

A ação ocorreu com o pedido e autorização do diretor Rodas. A desocupação ocorreu sem mandado judicial e contou com a presença do próprio secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão e o secretário de Justiça, Luiz Antonio Marrey, mostrando que a violência contra os estudantes foi uma ação política do governador José Serra para marcar uma posição de intransigência com qualquer manifestação pública coletiva.

Protesto contra o Rodas e a invasão da Polícia na Fac de direito

Protesto contra a repressão policial a mando de Grandino Rodas

A decisão polêmica do governador vem em meio a diversos protestos contra a falta de democracia dentro da instituição e de resistência aos ataques do Serra contra a autonomia da universidade que vem desde os decretos que foram barrados pela resistência de 2007. Em um universo de mais de 80 mil, a eleição da lista tríplice se dá por cerca de 320 pessoas o que acaba fazendo com que o poder da USP fique concentrado em uma pequena quantidade de professores titulares.

Diante disso as eleições se deram em meio a manifestações que a direção covarde da USP não enfrentou e preferiu transferir a eleição, pela primeira vez desde a criação da Universidade, para fora das suas dependências.

Mesmo assim, cerca de 500 manifestantes foram ao Memorial da América Latina, local escolhido para a realização do pleito, pedirem a democratização do processo eleitoral com faixas, placas e fogos de artifício.

A manifestação demonstrou certo prestígio da escolha feita, bem ou mal, autonomamente pela universidade. Porém, essa eleição não teve nenhum valor prático já que o governador Serra, mais uma vez, demonstrou sua veia totalitária e impôs seu candidato guela abaixo da comunidade universitária, principalmente dos estudantes.

Hoje houve mais um voto no julgamento da extradição de Cesare Battisti e a decisão empatou em 4 a 4.

O julgamento sobre a extradição foi iniciado em 9 de setembro, mas foi interrompido depois de 12 horas, com pedido de vista do ministro Marco Aurélio Mello, que agora definiu seu voto contrário à extradição.

O relator, César Peluso, considerou “ilegal” a concessão de refúgio político e votou pela extradição de Battisti. Considerou também que Battisti não foi vítima de perseguição política, como defendido pelo governo brasileiro.

Os ministros Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Ellen Gracie seguiram o relator e também votaram pela extradição.

MS Liberez Cesare Battisti

Do lado oposto, votando contra a extradição, alegando, entre outras coisas, que os possíveis crimes já estariam prescritos, estão os ministros Joaquim Barbosa, Carmem Lúcia e Eros Grau.

O Caso:

Battisti integrou um grupo armado, de pretensões revolucionárias chamado Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), criado em 1976 que durou poucos anos.

O contexto político desta época foi marcado pela guerra fria e o endurecimento dos regimes, uma resposta ao “maio de 68″ onde boa parte do mundo se levantou contra todo tipo de totalitarismo.

Essa época ficou conhecida, na Itália, como “anos de chumbo” e a iniciativa violenta partiu do Estado. Os grupos terroristas que surgiram depois foram, talvez, a única resposta possível encontrada pela esquerda. Por isso, os possíveis crimes cometidos por Battisti nessa época não podem ser considerados crimes comuns.

Não cabe aqui investigarmos se quem morreu foi algum general torturador da polícia italiana ou se foi um cidadão comum. O que sabemos é que grupos políticos, revolucionários ou não, que enfrentem o Estado são inevitavelmente perseguidos e acusados de crimes comuns, portanto nos colocamos automaticamente na defesa de Battisti.

É importante ressaltar que, assim como os atos do PAC foram políticos, os julgamentos que vieram depois, também foram. O julgamento que está ocorrendo agora na suprema corte brasileira não é diferente, por mais que nos discursos os ministros procurem encontrar uma explicação técnica, o que há por trás de qualquer decisão é o posicionamento político/ideológico de cada um e de cada grupo que eles representam.

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No dia 11 de Dezembro de 2008 o “ocupômetro” marcava 14 dias. Desde o dia 27 do mês anterior cerca de 50 estudantes permaneciam no local em protesto ao aumento das mensalidades.

A Reitoria e a Igreja Católica, mais uma vez, mostraram o quanto o discurso que repetem nas missas não condiz com seu comportamento moral. Durante toda a mobilização contra o aumento que começou antes da ocupação, a universidade não negociou, nas duas únicas reuniões eles apenas nos ameaçaram, deixaram claro que não se envergonhariam de mandar a polícia agredir os estudantes.

Foda-se todo o simbolismo do Natal que estava próximo, o direito à propriedade e o lucro da igreja católica se sobrepõe a qualquer valor cristão original.

Este foi apenas um dos confrontos entre estudantes e a polícia que ocorreram nos últimos anos: Seis universidades foram invadidas pelas forças políciais: Fundação Santo André, PUC-SP, Unifesp, Unesp Araraquara a USP, na última greve.

As universidades formaram focos de resistência contra a ditadura e muitos estudantes morreram heroicamente nessa luta, desde então esse espaço ficou, de certa forma, imune à atuação da polícia devido a imagem que a farda simbolizara nos anos de chumbo. Desta forma o maior retrocesso desses últimos acontecimentos não foi a intransigência do governo ou dos empresários da educação, pois isso já era de se esperar. O pior foi a indiferença da “opinião pública”, o que demonstra que a memória está se apagando e o repúdio à repressão está cada vez menos presente nas atitudes das pessoas e, por consequência, nos textos das leis.

Mas o CES não esquece, e após 11 meses da ocupação, apresentamos mais esse vídeo:

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Virada

Mais informações em:

http://www.casadefamilia241.blogspot.com/

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